EnglishEspañol
Home
Utin
Protocolos
Cuidados Nutricionais
Acompanhamento Psicológico
Programa de Reabilitação
Fotos
Biblioteca
Links
Informações
Contato


Cuidados de Enfermagem à Paciente Portadores de Lesão Neurológica

Autora: Enfª. Alda Queijo


A – PREVENIR ESCARAS DE DECÚBITO

O cuidado cutâneo é essencial na vigência de inconsciência do paciente, paralisias ou alterações sensitivas, preservando a integridade da pele e possíveis infecções.

CUIDADOS:

- Manter a pele limpa, seca e hidratada.
- Mudar de decúbito a intervalos regulares, de no máximo de 2 horas, de acordo com a sensibilidade da pele do paciente. No caso de condições onde o paciente não pode ser mobilizado, no mínimo proteger as áreas de pressão (cotovelos, calcanhares, tornozelos, região occipital etc.)


B – MANTER PROTEÇÃO OCULAR

O cuidado ocular visa prevenir o ressecamento e a ulceração das córneas e reduzir o edema palpebral

CUIDADOS:
Aplicar solução salina à intervalos regulares ou manter oclusão das pálpebras com micropore ou pomada oftálmica (conforme prescrição médica ) dependendo da evolução do paciente.
Fazer compressas frias nas pálpebras .


C – AVALIAR O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA

O nível de consciência é dado essencial da situação do paciente. Qualquer alteração de um destes parâmetros , pode ter significado clínico importante. Utilizamos mais freqüentemente, a escala de Glasgow para acompanhamento do nível de consciência.

Abertura ocular
espontâneo – 4
ao comando verbal – 3
à estimulação dolorosa – 2
não abre - 1

Resposta verbal
Orientado e contactuando – 5
Desorientado e contactuando – 4
Palavras inapropriadas - 3
Sons incompreensíveis – 2
Não responde - 1

Resposta motora
Obedece – 6
Localiza a dor e retira o estímulo – 5
Localiza a dor – 4
Postura de decorticação – 3
Postura de descerebração ( extensão ) – 2
Não responde - 1


D – CONTROLE RIGOROSO DO DIÂMETRO PUPILAR

O aumento da Pressão Intracraniana (PIC), assim como a formação de hematomas, podem acarretar a compressão do III par craniano, produzindo alterações pupilares. A identificação precoce e a pronta intervenção podem evitar seqüelas ou danos indesejáveis ao paciente.

CUIDADOS:
Verificar o diâmetro e reação à luz de hora em hora nas primeiras 12 horas, principalmente em pós-operatórios imediatos.


E – MANTER DECÚBITO ELEVADO À 30 GRAUS

O decúbito baixo favorece o aumento da PIC por promover estase venosa.
Até mesmo na verificação da Pressão Venosa Central ( PVC ), com zero neste mesmo decúbito.


F – PROMOVER ALINHAMENTO TRONCO-CEFÁLICO , MANTENDO A CABEÇA CENTRADA

A queda da cabeça para a lateral causa uma diminuição do retorno venoso , podendo causar alterações indesejáveis na pressão intracraniana ( PIC ).

CUIDADOS:
Utilizar o posicionador de cabeça “caixa de ovo” , ou mesmo protetores laterais para que a cabeça não fique lateralizada.


G - OBSERVAR DISTÚRBIOS GASTRO-INTESTINAIS

Estas observações, auxiliam no diagnóstico precoce de gastroparesias e íleo paralítico, muito comum em pacientes acamados. Náuseas e vômitos também podem indicar hipertensão intracraniana.

CUIDADOS:
Observar funcionamento intestinal.
Observar sinais de náuseas e vômitos.


H – EXECUTAR BALANÇO HÍDRICO RIGOROSO

A manutenção das condições hídricas adequadas, evitando-se a hipervolemia, é importante medida de controle .

CUIDADOS:
Anotar todos os volumes que entram e que saem do paciente.
Controle da PVC periodicamente, quando em mãos de um cateter central (Veia Cava Superior, à nível de Átrio Direito).


I – ACOMPANHAR NÍVEIS SÉRICOS DOS ELETRÓLITOS DO PACIENTE

Alterações à nível de eletrólitos, podem levar à importantes repercussões hemodinâmicas.

Como exemplo:
Sódio (Na) – Níveis baixos causam rebaixamento do nível de consciência, podem levar a piora de quadros de edema cerebral.
Potássio (K) e Magnésio (Mg) – Alterações deste eletrólito, causam importantes arritmias cardíacas.


J – CONTROLE DE SINAIS VITAIS PERIODICAMENTE

Alterações dos mesmos podem significar alterações na homeostase intracraniana.

Anotação e intervenção imediata facilita o sucesso do tratamento.


K – CONTROLE DO DÉBITO URINÁRIO

A manipulação da glândula, pode desencadear diabete insípido por alterações na secreção do hormônio anti-diurético. Muito importante principalmente nas cirurgias de hipófise.


L – PROMOVER VENTILAÇÃO ADEQUADA

Monitorar níveis de saturação de O2 e CO2.

A hipóxia e/ou hipercapnia podem desencadear alterações neurológicas importantes.

CUIDADOS:
-
Pacientes com edema cerebral são hiperventilados com o objetivo de manter níveis baixos de PaCO2 sangüíneo e controlar a evolução do edema cerebral. - - Níveis ideais de PaCO2: 23 à 27 mmHg.
- Manter tubo traqueal em posição centralizada, evitando permanecer no canto labial, favorecendo o aparecimento de ulcerações.
- Verificar a pressão do cuff periodicamente, e manter entre 20 e 25 mmHg.
- Observar o padrão respiratório.
- Manter o suporte do respirador, em posição neutra, para que o tubo traqueal não exerça tração sob a traquéia.


M – OBSERVAR QUEIXAS DE CEFALÉIA:

O aumento da sua intensidade pode significar um aumento da PIC.

CUIDADOS:
Atentar às queixas do paciente e nunca menospreza-las.


N – CONTROLE DA PRESSÃO DE PERFUSÃO CEREBRAL (PPC)

Muitas vezes é necessário manter a Pressão arterial Média (PAM) um pouco mais elevada, de forma a garantir uma Perfusão Cerebral adequada.

FÓRMULA : PPC = PAM – PIC


O - OBSERVAR PRESENÇA DE DÉFICIT MOTOR

A tendência normal, pela própria imobilização, é o aparecimento de edema.

CUIDADOS:
Manter o membro elevado, com suporte.


P – ATENTAR PARA POSTURA DOS PÉS DE PACIENTES INCONSCIENTES E/ OU IMOBILIZADOS

A tendência normal, pela própria imobilização é a formação de pé eqüino.

CUIDADOS:
Desde o início da internação, utilizar suportes anti pé eqüino, quando em posição dorsal.


Q – CUIDADOS COM PACIENTES EM TRAUMA RAQUI-MEDULAR

São pacientes que requerem atenção quando a presença de déficit motor (paraplegia / paraparesia etc ) de acordo com a altura da lesão.

CUIDADOS:
-
Manter em decúbito dorsal horizontal, evitando mobilizações desnecessárias.
- Recebimento do doente já com todas as proteções para se evitar úlceras de pressão.
- Movimento do paciente em bloco, quando necessário.
- Manter com colar cervical (em lesões cervicais)


R – OBSERVAÇÃO DA EXTRAÇÃO CEREBRAL DE OXIGÊNIO (ECO2)

A ECO2 identifica o grau de acoplamento entre o consumo e a oferta de O2

A ECO2 é calculada através da equação abaixo:

ECO2 = Sata O2 - Satj O2

Valores normais de ECO2 variam entre 24 - 42%.

O aumento deste valor significa maior extração, e portanto mais avidez, indicando uma situação anóxica-isquêmica.

CUIDADOS:
-
Manter cateter bulbo jugular EXCLUSIVO para coleta de sangue e com identificação em local visível “exclusivo para coleta de sangue”
- Manter infusão contínua de Solução fisiológica 0,9% - 5 à 10 ml/h ( por bomba de infusão )
- Quando em uso de cateter bulbo-jugular de fibra-óptica, manter também infusão contínua de Solução fisiológica 0,9% - 5 à 10 ml/h ( por bomba de infusão );
- Manter o cateter bulbo-jugular de fibra-óptica sem dobras para uma leitura contínua precisa ( devido a presença de fibra-óptica ).


Aguardamos sua opinião ou comentário

Home | Utin | Protocolos | Nutrição | Psicologia | Reabilitação | Fotos | Biblioteca | Links | Informações | Contato
Ineti | Política de Privacidade | Trabalhe Conosco | © Copyright 2001 Ineti
Design by Hífen